Formada em
Atlanta em 1986, a banda de hard e southern rock,
Drivin N Cryin, nunca foi bem sucedida nacionalmente, mas reinou suprema na região durante a sua existência (comentário meu: no original, mandato; mas a palavra, em português, tem outra conotação, de cunho jurídico; convém esclarecer, porém, que, depois de um hiato de uma década, a banda voltou à atividade em 2009 e assim permanece até hoje; ou seja, não terminou). Originalmente composta pelo cantor e compositor
Kevn Kinney na guitarra e vocal,
Tim Nielsen no baixo e Paul Lenz na bateria, o disco de estréia da banda foi o atemporal “
Scarred But Smarter” (1986), fundindo hard rock e bluegrass, lançado pelo selo 688 Records, que cresceu junto com a boate punk homônima de Atlanta. A banda continuou com “
Whisper Tames The Lions”, de 1988, entrando
Jeff Sullivan no lugar de Lenz. Havia grande expectativa em torno da banda na época, devido ao sucesso do R.E.M.; tudo que era southern estava pronto para se tornar a próxima atração. Mas o southern singular da Drivin N Cryin acabou se perdendo do resto do mundo. Perseverando com “
Mystery Road”, já adicionada do ex-guitarrista de turnês da R.E.M.,
Buren Fowler, a banda não alterou muito o seu estilo. Já no disco seguinte, “
Fly Me Courageous” (1990), o grupo finalmente vestiu o manto do heavy metal (comentário meu: a afirmação é estranhíssima; afinal de contas, o som da banda nunca chegou perto do gênero; acho que heavy metal foi empregado no texto mais no sentido de hard rock, como se comprova com a sequência da frase) e gerou um bom disco de hard rock, associado a uma extravagante trilha folk. O resultado foi talvez chocante mas meio fora de moda para os padrões da música alternativa da época. A grande força da Drivin N Cryin advinha da sua atuação ao vivo, e foi assim que a banda percorreu incansavelmente o sul do país, atraindo um entusiasmado público universitário. Um show da Drivin N Cryin em Atlanta tinha que ser visto para se acreditar no que ali se passava - o som da multidão cantando junto suprimia realmente a voz excepcionalmente forte de Kinney. Naquele mesmo ano, Kinney gravou o belo LP de folk acústico, “
MacDougal Blues”, para o selo Island. O disco “Smoke”, da Drivin N Cryin, foi lançado em 1993 pela Island e selou o fim da relação da banda com a gravadora. Foi seguido por outro álbum solo ainda mais despojado de Kinney, “Down Out Law” (Mammoth), de 1994. Ele acompanhou o seu lançamento solo excursionando com o guitarrista da R.E.M., Peter Buck, que produziu o seu primeiro disco, enquanto ele e a banda também preenchiam a lacuna entre o quinto e o sexto álbuns do grupo, com shows acústicos por todo o sul do país. Quando o suave disco “Wrapped In Sky”, que marcava a estréia da banda na etiqueta Geffen, chegou às prateleiras em 1996, o grupo estava quase esquecido – perdido no vazio que muitas bandas da sua geração acabaram caindo com o advento do
grunge. Kinney, Nielsen e Sullivan encorparam-se com a adição de Joey Huffman, que tocou teclados em “Wrapped In Sky”. Fowler deixou a banda logo em seguida, mas o grupo continuou a gravar, lançando um disco homônimo em 1997. Um trabalho ao vivo, “The Essential Live”, apareceu em 1999. [Creditos: collective-collection]